Raquel Cortês sou eu, é você. Alguém que eu precisei inventar para sentir todos os sentimentos que preciso inventar pra mim, para doer o que não me dói. Rosa aberta com o biquinho das aves rubras do céu.
"  

Mais um passarinho e eu me perco no cardume de borboletas azuis lunares que me rodeia nessa confusão de poeira cósmica
Mais um olhar e ele some no incenso que ensalubrou a sala de entrada do meu coração

A noite voa por mim como um redemoinho invisível a olho nu e eu não a vejo sem meus óculos, estou míope, quase no estado de amor; cego.
Ainda não sei.
Minhas lágrimas congeladas de cegueira da vida quicam no chão como um colar de pérolas arrebentado; um tapete de bolinhas de gude.
Como se um deus qualquer me aprisionasse em uma fotografia imóvel de calda de cereja.
Eu não vou nem fico, com olhos fechados, sem crispar, volto para o meu caixão, envergonhada, após ter mordido um pescoço sublime.

  "
-“Lombra Torta”, por Rayssa Caixeta
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ladover:

brb crying

lasagna-forone:

emotional wreckage
now with 7 songs!

"   Parece sereno: o corpo esticado nas rosas formosas, o sol que bate na janela fechada e a pouca poeira iluminada fazendo textura para os olhares sensíveis. Tem canto, tem choro e tem até bolo para quem não comeu. Tem abraço apertado e do lado, o corpo esticado. É a falta deitada na cama pro fundo. Mas onde estará o âmago que da essência brotava nos olhos dela? Só sei que brotar é cedo demais para tão tarde como hoje. Entenda se quiser saber das rosas.   "
-Giovanna Zambianchi  (via 1milhogrande)
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